Direto da França, um papo sobre seleção brasileira de futebol

 

Mais um mês começando… E nós, super animadas, em contar pra vocês sobre as novidades!    Junho está recheado de atividades esportivas.  E claro que a DJL Comunicação vai acompanhar todas!

No cenário mundial do futebol, teremos três importantes competições.  A partir do dia 7, a   França será o palco da Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA.  No Brasil, as atrações começam dia 14. Nosso país sedia a Copa América de futebol masculino. E no dia 16, os Estados Unidos, a Costa Rica e a Jamaica realizam a 15ª edição da Copa Ouro da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).

Em terras de Napoleão, nossa diretora Livia Caroline Neves,  exerce a função de oficial de imprensa do estádio da cidade de Nice.  E é de lá que ela mandou esse post que vocês começam a ler agora.

Participar e contribuir para o sucesso de mais um evento futebolístico feminino tem sido motivo de muita alegria orgulho e satisfação. Como sabemos, as jogadoras da seleção brasileira enfrentam muitas dificuldades e grande desigualdade comparado ao time masculino. Porém, esperamos um grande apoio e muitas energias positivas da torcida aí do Brasil. Este ano, a Copa do Mundo estará na TV Globo! Será possível assistir a todos os jogos e torcer bastante pelo triunfo da equipe, que conta com Formiga e Marta, já veteranas, mas também com meninas que pela primeira vez estão disputando  o maior torneio de futebol do planeta.  A estreia da seleção é neste domingo, dia 9 de junho, às 10h30 contra a Jamaica! Não vão perder, hein!

Já em terras nacionais, pela Copa América, o primeiro jogo do Brasil é na próxima sexta-feira, 14, no estádio do Morumbi, em São Paulo, contra a Bolívia. Tenho certeza que até lá o clima já terá contagiado a torcida, que vai lotar o estádio e torcer muito.

Mas… voltando as atenções para a seleção feminina, afinal, estou aqui, né? E quero falar um pouquinho mais sobre esse universo, que apesar de tratar da mesma modalidade, parecem esportes diferentes. Não tô exagerando, não! Podem prestar atenção: o futebol é sim paixão nacional. Vamos fazer um teste? Separei aqui  três perguntinhas básicas sobre a seleção masculina.

  1. Quando foi o último título em Copa do Mundo?
  2. Qual foi a nossa pior derrota no mundial?
  3. Qual é o nome atual treinador da seleção?

Acredito que você, mesmo sem ser torcedor fanático e não acompanhe tanto futebol, tenha acertado todas.  Hummm….  Mas e se eu fizesse essas mesmas perguntas, e,  em vez de falar sobre Neymar e companhia, me referisse a nossa seleção feminina?

Apesar de nos autoproclamarmos o “País do Futebol”, não dá pra dizer que hoje o esporte é tão inclusivo quanto deveria ser. Provavelmente, as respostas quanto ao universo feminino não serão tão fáceis de lembrar. E não é culpa sua ou minha e muito menos delas.  A diferença é contextual mesmo!

As meninas penam para conseguir apoio, patrocínio, reconhecimento, divulgação.  E apesar de toda dificuldade enfrentada, temos Marta. Marta Vieira da Silva, alagoana, 33 anos, eleita a melhor jogadora de futebol do mundo por seis vezes, um recorde não só entre as mulheres,  mas do FUTEBOL, pois nenhum homem tem essa marca!

Sabe quantas vezes elas já venceram a Copa América? Sete é a resposta. Mas, ninguém lembra;  E medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos? Três!

O que você conhece sobre nossas atletas e a preparação delas para a Copa do Mundo, que começa em três dias?

Bom, o que eu, como amante do esporte e oficial de imprensa aqui na França, posso te dizer, é que a partir de agora vou te contar tudo sobre essa edição.  É só me acompanhar nos stories do meu instagram pessoal e na DJL Comunicação.

Neste jogo, considerado predominantemente masculino, as mulheres precisam enfrentar muito mais do que as 11 jogadoras do time adversário. Não só as atletas, mas também todas as mulheres como eu, envolvidas na realização deste evento, fazendo a nossa parte, lutando até que possamos celebrar a igualdade de condições, continuaremos encarando nossos adversários um por um e buscando um resultado mais justo em todos os sentidos.

Espero que tenha gostado do post e te aguardo em nossas outras redes!

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Quem disse que mulher não gosta e não entende de futebol?

Provavelmente, quem pensar assim nunca esbarrou com uma de nós da DJL. Ah, Daniela você está falando isso só para aproveitar a onda do futebol feminino, em voga essa semana, por causa da Marta, que acabou de se tornar pela 6ª vez a melhor jogadora do mundo! Até confesso que o episódio foi o estopim para eu colocar aqui no blog o quanto amamos o futebol, seja na modalidade masculina ou feminina.

Quer Hexa? Ela nos deu! Dá-lhe Marta!

Na verdade, o futebol surgiu em nossas vidas de maneiras diferentes: comigo, foi desde que nasci,  literalmente! Através da minha mãe, hoje Coordenadora Técnica de Atletismo do Vasco, eu praticamente aprendi a andar nas pistas do Clube de Regatas Vasco da Gama, que se tornou meu time do coração. Lá cresci e aprendi a amar os esportes. Para não me deixar ociosa, minha mãe me colocou para aprender sapateado, jazz, ballet, ginástica olímpica, natação e, mesmo contra a vontade dela, o atletismo. E foi aí que eu comecei a olhar para o futebol, já que treinávamos praticamente junto com os jogadores. Posteriormente, me tornei frequentadora assídua dos jogos do Vascão, levada pelo meu namorado na época e seus irmãos. Meu pai, mesmo vascaíno, sempre teve medo de me levar aos estádios. Mas tudo mudou, depois de crescida.

Com a Ju (Juliana Moraes) a paixão pelo futebol também apareceu muito cedo, desde a infância,frequentava os estádios junto com seu pai para torcer pelo tricolor carioca. E essa é a única diferença do nosso amor pelo esporte mais famoso do mundo: ela é torcedora do Fluminense e eu do Vasco.  Gentemmmm, Ju tem uma mega tatuagem do escudo do

A famosa tatoo da Ju

Flu nas costas!!! Isso que é amor, né?

 

Com a Li (Lívia Caroline) foi mais tarde. Acho que posso dizer que foi na faculdade, de 1998 a 2000, quando nos conhecemos e no nosso grupo de amigas estavam Mariana e Manuela Moutinho, as nossas amigas gêmeas filhas do Dr. Moutinho, na época vice-presidente médico do Gigante da Colina. Pronto, ali ela mudou de vez, virou a casaca! Digo mudou, porque de flamenguista, por opção dos outros, se tornou vascaína com todos os predicados que merecemos. Agora, você já sabe como nós da DJL Comunicação iniciamos nossa jornada pessoal no mundo futebolístico!

No âmbito profissional, Li se tornou a mais atuante de nós, antes de abrirmos a DJL. Eu e ela fomos estagiárias da área de assessoria de imprensa dos esportes amadores do C.R. Vasco da Gama. Depois continuei atuando nas assessorias de imprensa e Lívia foi morar nos EUA, onde passou 8 anos de sua vida. Eu e Ju ainda nem nos conhecíamos, mas nossa profissão e o amor pelo esporte, nos levaram ao curso de jornalismo esportivo, na Fundação Mudes, que na época só tinha professores craques na área. Paulo Julio Clement , que infelizmente se foi no acidente com o avião da Chapecoense,  Marco Aurélio, Luiz Mendes, Rosane Araújo, entre muitos outros.

Lívia Caroline tralhando pelo DC United no estádio Home Depot Center, em Los Angeles, na fianal da MLS em 2004.

Já, Lívia, lá nos EUA, atuou no time de futebol DC United como Relações Públicas e ao retornar ao Brasil, em 2008, teve passagens pela CBF e Fifa, atuando no futebol feminino. Lívia ainda atua como freelancer da Fifa e agora,  em novembro, segue para o Uruguai  como Oficial de Imprensa da FIFA de uma das cidades sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino sub 17. Eu e Ju, no futebol feminino, tivemos experiência assessorando algumas jogadoras como Thaisinha, Katia Cilene e Tania Maranhão e atuando na comunicação dos Jogos Olímpicos Militares, em 2011.

Eu e Ju com a atacante vice-campeã do mundo, em 2007, pela Seleção Brasileira, Katia Cilene

 

 

 

Mas por que escrever esse texto? Porque sentimos a necessidade de colocar a nossa voz em prol de um acontecimento ímpar para o nosso país, para as atletas brasileiras do futebol feminino e outras modalidades, para as mulheres que gostam de assistir e jogar sua “peladinha”… Isso existe e a cada dia aumenta mais! Lívia jogou nos EUA, no colegial, pela Quince Orchard High School, quando esteve pela primeira vez no país. Eu e Ju já jogamos muitas peladas, inclusive participando de campeonatos. Jogamos também futevôlei e que delícia era estarmos juntas na praia, para aquele momento de lazer. Ah, bons tempos!  Mas, quem sabe não volto…   Na última segunda, 24.09, uma amiga querida, que joga um bolão, Cyssa, me chamou para voltar a bater uma bolinha toda quinta feira aqui na Tijuca. A alegria e o entusiasmo foram tão grandes que, estou eu aqui, colocando tudo isso no blog.

Mas, nem só de alegrias, vivemos na modalidade.  No Brasil, considerado o país do futebol, e que tem seis vezes uma atleta escolhida como melhor jogadora do mundo, ainda vive dias sombrios na modalidade feminina. Até hoje, o futebol feminino por aqui é visto com desdém, sofre com falta de patrocinadores, baixos salários e estrutura precária das equipes de base. Além disso, o preconceito contra as jogadoras também entra em campo no dia a dia. Porém, sempre há luz no fim do túnel. Em países como a Noruega e Nova Zelândia, o acordo de garantia de igualdade em termos salariais, prêmios e direitos de imagem para suas seleções masculina e feminina já foram definidas. Quem sabe agora, com esse resultado inédito da Marta, que com o sexto título de melhor jogadora do mundo, supera Cristiano Ronaldo e Messi (ambos têm 5 títulos), os investidores olhem para o desporto como um cenário lucrativo e, sobretudo, de inclusão social. Olimpíadas também vêm por aí!!! E nela as meninas sempre mandam bem!  Ainda há tempo para mudar esse panorama! Fica aqui a nossa torcida!

 

Eu, Daniela, depois de uma pelada com as amigas!

Lívia na coletiva de imprensa com o treinador da seleção brasileira e a jogadora Marta, na Copa do Mundo Feminina Canada 2015