“Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar…”

Esta semana não poderíamos deixar de escrever sobre o samba. Patrimônio imaterial e cultural do Brasil, esse ritmo é a maior referência brasileira em qualquer lugar do mundo. E aqui no Brasil tem dia nacional (02 de dezembro) e na cidade do Rio de Janeiro, um evento tradicionalíssimo chamado: trem do samba, onde diversos grupos de sambistas viajam da Central do Brasil à estação de Oswaldo Cruz e lá chegando são formadas várias rodas. Este ano, o trem sairá amanhã, dia 05 de dezembro, a partir das 18 horas e 24 minutos.

A música citada no título é da nossa maravilhosa compositora e cantora Alcione, conhecidaIMG_0515 carinhosamente como Marrom. E explicita bem o que a Rede Carioca de Rodas de Samba (RS), criada por meio de decreto municipal, na última quarta-feira, no
Dia Nacional do Samba, quer eternizar.

Pedra do Sal, Samba do Trabalhador, Pede Teresa, Terreiro de Crioulo, Pôr do Santa… enfim são cerca de 28 rodas de samba envolvidas na RS. E a idéia desse grupo de sambistas e profissionais da música é buscar soluções e melhorias estruturais paras as rodas de samba, que proporcionam a alegria de milhares de cidadãos pelo país afora. Mas, que ainda necessitam de um olhar mais cuidadoso e de apoio institucional e financeiro para não ficarem vulneráveis quanto à execução, legalização, instalação, trânsito, entre outros.

As rodas de samba cariocas envolvem cerca de 15 bairros, mais de 1000 profissionais em trabalhos diretos e indiretos e possuem média de público mensal de 50 mil pessoas. Conversando com os coordenadores Rogério Família e Wanderson Luna, descobrimos que foram realizadas pesquisas e mapeamentos, e que os dados mostraram que é essencial trabalhar a cidadania cultural, relevância histórica, segregação urbana, interação e contribuição social.

Para nós, fica claro que a horIMG_0538a é essa, não existe momento melhor. O Rio de Janeiro é a capital cultural do Brasil e, além disso, tem sido o palco de diversos eventos internacionais, recebendo ano que vem uma Olimpíada. E concordamos com os organizadores da RS que não podemos deixar que um dos símbolos nacionais como o samba, não receba a valorização que merece e nem ofereça um serviço de excelência. As rodas já proporcionam música de primeira linha, diversão e alegria, mas ainda precisam de infraestrutura digna, tal qual a sua representatividade para a cultura nacional. Viva o samba! Vem pra roda!

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