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Consciência Negra entre as crianças

matheus e o livroDe acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, a população brasileira atual já ultrapassou a marca de 200 milhões de pessoas, sendo 6,8% declarados negros e quase a metade parda. Contudo, todos os dias milhares de cidadãos, por causa de seu tom de pelo escuro, ou por seu cabelo crespo, ou apenas por suas vestimentas afro, sofrem preconceito. E isso inclui crianças, jovens, adultos e idosos. Não importa a faixa etária e nem o meio social. Acontece em todos os lugares.

Para a DJL
Comunicação, só existe uma maneira de extinguir o preconceito: a educação. Desde março de 1998, existe a lei 11.645, que tornou obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino fundamental e ensino médio, públicos e privados. Porém, será que ela é cumprida, ou melhor, além de ser cumprida, como isso funciona dentro das escolas?

São perguntas difíceis de serem respondidas. Mas que esperamos que os pais possam, a partir de então, cobrar aos diretores, professores e a coordenação pedagógica da escola de seus filhos. A literatura infantil, por exemplo, pode ser uma ótima maneira de começar a mudar essa história. É por meio dela que grande parte das crianças desenvolve a imaginação, emoções e sentimentos; e isso tudo de forma prazerosa e significativa.

Mathews, o filho da nossa sócia diretora Lívia Caroline Neves é um amante da literatura de todos os temas. Nesse mês de novembro, para celebrar a Consciência Negra, o livro escolhido foi Martin e Rosa, uma obra cativante e belamente ilustrada, que narra uma das histórias mais poderosas e revolucionárias do século XX, a da luta pelos direitos civis e pela igualdade entre todas as pessoas de todas as raças, credos e cores, e que teve um líder Martin Luther King.

A leitura é apenas um dos meios, mas existem muitos outros, como uma boa aula contextualizada com imagens, vídeos, textos e encenações, que em uma escola não pode faltar. A história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e sua importância na formação da sociedade nacional precisam estar presentes no dia a dia de todas as crianças e principalmente na grade curricular delas, para que desde pequenas saibam lidar e respeitas as diferenças. É possível sim entender que cor de pele não forma caráter, que turbante é manifestação artística, que o cabelo crespo pode ser arrumado e tratado e que autoestima também se conquista por meio da educação.